sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ópio - zeca baleiro



Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...
Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu nao quero ter o tejo
Me escorrendo das mãos...
Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver...(2x)
Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...
Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu não quero ter o tejo
Me escorrendo das mãos...
Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Se é assim, quero sim

sábado, 8 de janeiro de 2011

No title

E foi assim que me levantei hoje, sem título, nem cores, sem sabores, vazia por dentro.
Me senti (ainda me sinto) como se eu estivesse oca e a única coisa que me restou foi o suspiro.
Acho que preciso deixar de fazer a vontade alheia e ser quem verdadeiramente sou. Às vezes me sinto como uma lagarta dentro do cásulo pronta para a metamorfose mas, algo (alguém) impede.
A cada ano que passa fico mais cansada mas não é o cansaço físico, pra falar a verdade antes fosse, o que me refiro é o cansaço emocional.
Aquele no qual me toma e impede que eu veja as coisas boas da vida, e faz com que eu me torne esse ser chato que sou. Para os que convivem comigo pode ser estupefato ler isso, mas ninguém sabe o que há por trás de um singelo sorriso. É, mais eu sei!
Deixo-vos com um poema de Florbela Espanca que fala claramente como me sinto.

Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago…
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Primeiro Post

Por que fiz este blog?
Na verdade, nem eu saberia responder. Sei que quero escrever, expor meus pensamentos (devaneios!), e creio que escrever seria a melhor forma de desabafar.
Quero falar o que anda entranhado na minha garganta colocar tudo pra fora.
Tudo bem, também tenho consciência de que meu português está desatualizado com essa nova reforma ortográfica, pra falar a verdade nunca escrevi muito bem, admito! Mas, e daí?
Aqui só quero falar de mim, coisas que gosto, ouço e etc.
Quero apenas ter um lugar onde refugiar meus pensamentos, onde eu possa escrever, ler e lembrar. Vou deixar uma poesia que particularmente acho linda escrita por Fernando Pessoa.
Bom, é isso.

Felicidade

Se estiver tudo certo, continue.
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o.